Um das maiores angustias da
população de Ribeirão Preto é a falta de moradia para as famílias mais
carentes, aquelas que não se encaixam nos critérios de mercado.
Neste cenário, as ocupações
de áreas abandonadas são uma realidade cada dia maior em nosso município. Sem
política habitacional ou assistência social para estas famílias, cabe aos movimentos
organizados o acompanhamento solidário e a assessoria as comunidades que se
formam.
O Movimento Livre tem
acompanhado este problema e apresentado à prefeitura projetos e propostas para
amenizar os conflitos. Soluções
alternativas e viáveis que podem resolver parte dos problemas enfrentados pelo
executivo e levar dignidade para estas pessoas.
No final do ano de 2014, na
eminência de remoção de alguns núcleos de favela, o Movimento Livre propôs ao
executivo e foi aceito um acordo de inclusão destas famílias em dois projetos
organizados pelo Movimento através do Programa Minha Casa Minha Vida –
Entidades. Este acordo foi celebrado e publicado no diário oficial do município
em agosto de 2014. Definia que as remoções não aconteceriam dado que as
famílias estariam contempladas nestes projetos.
Neste período o Programa Minha
Casa Minha Vida não contratou novos projetos devido à instabilidade política
que levou ao impi
timam da presidenta Dilma e somente agora o governo sinaliza a contratação de novos projetos.
timam da presidenta Dilma e somente agora o governo sinaliza a contratação de novos projetos.
Ocorre que recebemos dia 2
de fevereiro 2017 uma intimação sobre a reintegração de posse de áreas da
prefeitura onde se formaram as comunidades Vila Feliz e Andorinha.
Esta semana o Movimento foi
recebido pelo Sr. Rene Scatena, assessor do secretário da Casa Civil. Na
reunião o Sr. Marcelo Baptista, coordenador do Movimento Livre expôs os
problemas e indicou que o Movimento Livre apresentará projetos habitacionais na Prefeitura e na Caixa Econômica Federal até dia 30 de março a fim de que sejam contemplados em nova seleção no Ministério das Cidades. Solicitou prioridade na
avaliação dos projetos nos departamentos municipais e um empenho do prefeito
na gestão do projeto no Ministério das Cidades. Além de suspender possível
reintegração de posse da área.
O Sr. Rene Scatena, se
comprometeu a despachar as demandas com o prefeito e secretários e disse que a administração
tem o maior interesse em resolver os conflitos sociais, principalmente na área
da habitação e que dará um retorno o mais rápido possível, visto que o
movimento tem uma data limite para desenvolver todo este processo que é 30 de
março.
O Movimento Livre aproveitou
a oportunidade para cobrar a volta das atividades do Conselho Municipal de
Moradia Popular e os estudos para implementar uma lei de regularização
fundiária nas áreas urbanas do município.
O movimento espera ser atendido
pelo prefeito municipal Senhor Duarte Nogueira nos próximos dias, para tratar
destes projetos.


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